O procurador-geral dos Estados Unidos, Bill Barr, disse nesta quinta-feira (18) que o relatório do procurador especial Robert Mueller concluiu que não houve "cooperação" entre a equipe de campanha de Donald Trump e os russos nas eleições de 2016.

"O informe do procurador especial afirma que a investigação não estabeleceu que membros da campanha conspiraram, ou estiveram em coordenação com o governo russo em suas atividades de interferência nas eleições", disse Barr em entrevista coletiva.

Barr afirmou que Trump não agiu para impedir a investigação de Mueller, em meio a acusações de obstrução de Justiça.

"Há provas substanciais que mostram que o presidente estava frustrado e irritado com a convicção de que a investigação estava afetando sua presidência, que era promovida por seus opositores e que foi alimentada por vazamentos ilegais", disse Barr antes da publicação do relatório de Mueller.

O procurador-geral ressaltou que a Casa Branca "cooperou" plenamente com a investigação especial.

"O presidente não tomou qualquer ação que privasse o procurador especial de documentos, ou das testemunhas necessárias para completar sua investigação", declarou Barr.

O secretário afirmou ainda que os advogados do presidente americano tiveram acesso a uma versão editada do informe de Mueller, antes de sua divulgação nesta quinta.

A Casa Branca não fez nenhuma mudança no relatório, nem exerceu o privilégio do Executivo de proteger informação, completou o procurador-geral.

As dúvidas e a suspeita continuaram no ar, porém, apesar de Barr ter garantido, em 24 de março passado, que a investigação de Mueller não encontrou quaisquer provas de conluio criminoso da campanha de Trump com a Rússia e que a evidência de obstrução de Justiça por parte do presidente é insuficiente.

O informe será entregue ao Congresso às 11h, ou 12h locais.

* AFP

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