O chefe da organização jihadista Hayat Tahrir Al Sham (HTS), o ex-braço sírio da Al-Qaeda, pediu para que se "pegue em armas" a fim de defender seu bastião de Idlib, no norte do país, em um vídeo divulgado neste domingo.

"Pedimos a todos que possam pegar em armas [...] que partam para o campo de batalha", disse Abu Mohamad Al Jolani no vídeo.

Desde o final de abril, as forças do regime sírio de Bashar Al Assad e a força aérea russa aumentaram os bombardeios contra o sul da província de Idlib, controlada pela HTS. Isso acontece apesar do acordo assinado em setembro pela Turquia, que apóia os rebeldes, e a Rússia de fazer do Idlib uma "zona tampão".

A intensificação da ofensiva significa "a morte de todos os acordos anteriores" e mostra que "pode-se somente confiar nos jihadistas e na força militar", disse Jolani no vídeo, filmado em um lugar apresentado como área rural ao norte da província de Hama.

O acordo sobre o Idlib, onde vivem cerca de três milhões de pessoas, nunca foi totalmente respeitado. Os jihadistas se recusaram a retirar-se da "zona tampão" e, nas últimas semanas, Damasco e Moscou, seu aliado, bombardearam o sul da província e retomaram o controle de várias cidades.

Segundo as Nações Unidas, essa ofensiva deixou cerca de 180 mil deslocados entre 29 de abril e 9 de maio. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com sede no Reino Unido, disse que a operação deixou cerca de 120 mortes.

A HTS, anteriormente conhecida como Frente Al Nusra, rompeu seu vínculo com a Al Qaeda em 2016, a que jurou lealdade em 2013. O grupo jihadista teria cerca de 30.000 soldados, segundo a OSDH.

* AFP

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