Os Estados Unidos lançaram, nesta quinta-feira, um novo pacote de ajudas de US$ 16 bilhões de dólares para os agropecuaristas prejudicados pela guerra tarifária com a China.

A maior parte dos fundos será paga diretamente aos produtores, e uma pequena parte será destinada a comprar alimentos para programas de ajuda, como por exemplo bancos de alimentos e alimentação escolar, explicou o secretário da Agricultura, Sonny Perdue.

"O plano que estamos anunciando garante que os agricultores não padeçam com as tarifas injustas de represália impostas pela China e por outros parceiros comerciais", disse Perdue por teleconferência.

"Os agricultores prefeririam ter comércio em vez de ajuda, mas sem comércio vão precisar de muito apoio", afirmou.

A agressiva estratégia tarifária do presidente Donald Trump desatou represálias duras da China e de outros sócios comerciais que miraram onde mais incomoda os Estados Unidos: seu setor agropecuário.

A soja e o porco foram alvos primários, mas vários outros cultivos sofreram direta ou indiretamente.

Este é o segundo programa de ajuda ao setor após o de US$ 12 bilhões lançado no ano passado.

No começo do mês, havia esperanças de que os EUA e a China interromperiam sua guerra comercial. Contudo, o otimismo desapareceu quando Trump disse que Pequim voltou atrás em compromissos já assumidos e imediatamente ampliou para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas. Além disso, Trump considera impor medidas similares contra produtos ainda não alcançados pelas tarifas punitivas.

"A China não jogou dentro das regras durante muito tempo, e o presidente Trump ficou ante eles e enviou a mensagem que os Estados Unidos já não toleram mais suas práticas comerciais desleais", afirmou Perdue.

O dinheiro obtido pelas tarifas financiará indiretamente os gastos da ajuda aos agricultores, explicou.

O Departamento de Agricultura calculará o prejuízo causado pelas represálias, e autoridades disseram que o primeiro dos três pagamentos previstos será feito em julho ou agosto.

A soma recebida por cada produtor será baseada no prejuízo sofrido por cada condado americano, e serão feitos pagamentos similares levando em conta a superfície cultivada, sem importar o plantio, para evitar assim distorções nas decisões de cultivo.

As colheitas previstas incluem alfalfa, cevada, canola, milho, lentilhas, arroz, amendoim, grão de bico, sorgo, soja, girassol e trigo.

Produtores de laticínios e de carne suína também receberão assistência.

* AFP

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