Teerã alertou nesta terça-feira Washington sobre as "consequências dolorosas" de uma "escalada" contra o Irã, no contexto de um aumento das tensões entre os Estados Unidos e a República Islâmica.

"Haverá consequências dolorosas para todos se houver uma escalada contra o Irã, é uma certeza", disse o chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, em entrevista à CNN.

"O Irã não tem interesse em uma escalada. Deixamos muito claro que não seremos os que provocarão essa escalada, mas nos defenderemos dela", continuou Zarif.

"O fato de ter todos esses recursos militares em um pequeno espaço navegável [o Golfo] é em si um fator de ocorrência de acidentes, especialmente para as pessoas que estão procurando o acidente", acrescentou Zarif.

"Temos que ser extremamente cautelosos e acreditamos que os Estados Unidos estão jogando um jogo muito, muito perigoso", disse ainda.

As tensões entre Washington e Teerã aumentaram novamente nos últimos dez dias, depois que os Estados Unidos anunciaram o fortalecimento de sua presença militar no Oriente Médio, no Golfo em particular, para enfrentar as supostas "ameaças" iranianas.

Na véspera, Zarif afirmou que "as provocações genocidas" do presidente dos Estados Unidos "não acabarão com o Irã".

"Os iranianos permaneceram de pé durante milênios enquanto todos os agressores foram embora", escreveu, depois que Trump afirmou no domingo que, "se o Irã quer lutar, este será o fim oficial do Irã".

"O terrorismo econômico e as provocações genocidas não acabarão com o Irã. Nunca ameace um iraniano. Tente o respeito. Funciona", completou o ministro.

A resposta de Trump não demorou muito. Horas depois ele postou novamente na rede social, informando que se Teerã quiser dialogar, terá que dar o primeiro passo.

"O Irã nos chamará quando estiverem prontos. Enquanto isso, sua economia segue colapsando, é muito triste para o povo iraniano", acrescentou Trump.

* AFP

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