O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou "reforçar a vigilância" na embaixada dos Estados Unidos em Caracas, após a retirada nesta quinta-feira de ativistas que ocupavam a sede diplomática da Venezuela em Washington.

"Mandei reforçar a vigilância e a proteção policial e legal em torno do prédio da embaixada dos Estados Unidos, que pertence ao governo dos Estados Unidos", disse Maduro em mensagem à Nação.

O presidente não precisou as razões da medida, limitando-se a assinalar que ocorre em "correspondência" com uma "visão estrita de respeito ao direito internacional como base na paz".

"Vamos protegê-la ainda mais, porque na Venezuela se cumpre com (...) o direito internacional", disse Maduro, em referência à retirada dos ativistas que ocupavam a embaixada venezuelana em Washington com o aval de Caracas.

"Assaltaram com comandos o recinto da embaixada de maneira brutal, uma ação brutal contra o direito internacional".

A sede diplomática, que estava ocupada há semanas por ativistas pró-Maduro, foi "liberada" na manhã desta quinta-feira.

No local estavam os últimos quatro militantes, que foram notificados na segunda-feira pela polícia sobre a retirada deles a força caso não desocupassem a embaixada por conta própria.

Maduro acusou Donald Trump pela "grave violação, não só legal mas moral" da embaixada, e disse que a medida policial é uma "loucura".

Ambos países romperam relações diplomáticas após Guaidó se autoproclamar presidente interino em janeiro.

* AFP

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