A OCDE pediu nesta terça-feira aos estados que evitem uma guerra comercial e que unam seus esforços para "revitalizar" a economia mundial, que deve crescer 3,2% este ano, uma previsão de que a instituição revisou um décimo para baixo.

"Os governos devem agir urgentemente para revitalizar o crescimento que beneficie a todos", disse a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em suas previsões publicadas em sua reunião anual em Paris.

Diante dos riscos de uma guerra comercial, a instituição pediu aos Estados para "resolver os conflitos através de uma maior cooperação internacional, ao mesmo tempo em que devem melhorar o marco legal internacional", em uma referência à reforma do sistema da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Suas previsões não levam em conta as recentes tensões entre a China e os Estados Unidos em relação às tarifas alfandegárias e ao gigante tecnológico Huawei, "já que permanece uma alta incerteza sobre o tempo em que (tarifas) serão mantidas e sobre a futura evolução da relação comercial entre os dois países ", afirmou uma fonte da instituição à AFP.

Por outro lado, inclui em suas projeções o "aumento da incerteza relacionada às tensões comerciais dos últimos meses", afirmou ainda.

A OCDE revisou sua previsão de crescimento mundial para baixo.

Segundo suas previsões, a economia mundial crescerá 3,2% neste ano (ante os 3,3% nas previsões de março).

No entanto, mantém o leve aumento esperado para o próximo ano, de até 3,4%.

Para os Estados Unidos, a previsão de crescimento subiu para 2,8% neste ano, 0,2 ponto a mais do que em março, mas prevê uma leve queda na principal economia mundial, para 2,3% no ano que vem.

Quanto à China, a OCDE não prevê nenhuma mudança.

A instituição com sede em Paris continua a prever um crescimento de 6,2% para a economia chinesa em 2019 e 6% para o próximo.

Na Europa, a instituição manteve as projeções para a área do euro inalteradas (1,2%).

A Alemanha crescerá 0,7% este ano e 1,1% em 2020.

A França deverá crescer 1,3% neste ano e no próximo, o que é um pouco menor do que a previsão do governo francês (1,4%).

E a Espanha registrará um crescimento de 2,2% e 1,9%, respectivamente.

Quanto ao Reino Unido, cuja economia enfrenta a incerteza gerada pelo Brexit, a OCDE reforçou suas previsões, passando de 0,8% para 1,2% para este ano.

Em termos de economias latino-americanas, a OCDE espera que o Brasil cresça 1,4% em 2019, o México 1,6%, o Chile e a Colômbia 3,4%.

arz/meb/al /cn

* AFP

 Veja também
 
 Comente essa história