A expansão econômica fraca na América Latina para 2019 aumentará os empregos de má qualidade e a informalidade do mercado de trabalho, sobretudo em Argentina, Nicarágua e Venezuela, diz estudo da Cepal e da OIT.

Devido à baixa taxa de crescimento econômico projetada para 2019 (média de 1,3% para a região), as agências das Nações Unidas "temem que a informalidade do trabalho continue a aumentar, tanto devido à fraqueza na geração de emprego assalariado, quanto pela informalização dos empregos existentes em alguns países", diz o documento elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Como consequência, acrescenta o texto, "deve-se presumir que a situação trabalhista se deteriorará, especialmente em países que em 2019 estão passando por uma crise econômica, como Argentina, Nicarágua e Venezuela".

Segundo o relatório, as taxas de desemprego urbano e nacional seriam, como em 2018, de cerca de 9,3% e 8%, respectivamente.

Com exceção de países com fortes pressões inflacionárias, os salários reais permanecerão relativamente estáveis, com situações de aumentos modestos predominando, segundo o relatório.

Em 2018, o panorama de trabalho na região permaneceu vulnerável a oscilações políticas, comerciais e de investimento nos níveis externo e interno.

* AFP

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