Cinco separatistas catalães, eleitos nas últimas legislativas, deixaram temporariamente a prisão nesta terça-feira para comparecer como novos parlamentares à sessão constituinte do Congresso e do Senado espanhóis.

Esses quatro deputados e um senador escolhidos nas eleições de 28 de abril terão de ver, no entanto, as duas câmaras decidirem pela suspensão ou não de seus cargos quando forem julgados pela tentativa de secessão da Catalunha em 2017.

"A suspensão é óbvia", afirmou Carmen Calvo, número dois do atual governo do socialista Pedro Sánchez, que venceu as eleições sem obter a maioria absoluta.

"Estão em prisão preventiva, não podem exercer seu cargo", acrescentou.

A presença dos congressistas presos acabou ofuscando a escolha de dois catalães, Meritxell Batet e Manuel Cruz, ambos socialistas, para presidir as duas câmaras parlamentares, algo insólito na história da Espanha.

Detidos na periferia de Madri, Oriol Junqueras, Jordi Sánchez, Jordi Turull, Josep Rull e Raül Romeva chegaram ao Congresso em patrulhas policiais e foram aplaudidos pelos companheiros de formação.

Depois, prestaram juramento de respeito à Constituição, cuja violação é justamente o motivo de estarem presos.

A eventual suspensão de seus cargos pode ter consequências políticas para Pedro Sánchez, que aposta numa política de diálogo com os separatistas catalães.

Se os deputados separatistas forem suspensos e não cederem sua vaga a um substituto, a maioria absoluta cairá automaticamente e o apoio dos independentistas será imprescindível para os socialistas.

* AFP

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