O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, podem se reunir no mês que vem, à margem da cúpula do G20, para resolver suas disputas comerciais, disse Larry Kudlow, conselheiro econômico da Casa Branca.

As duas maiores economias do mundo encerraram dois dias de negociações na sexta-feira sem chegar a um acordo. Kudlow tentou apaziguar as preocupações, insistindo que o processo estava em andamento, mas também deixou claro que os Estados Unidos não estão dispostos a se conformar.

"Precisamos ver algo muito mais claro e, até que isso ocorra, devemos manter nossas tarifas", disse ele em entrevista ao Fox News Sunday. "Não podemos aceitar nenhum retrocesso".

Kudlow disse que "não há planos concretos e definitivos" para futuras negociações, mas que a China convidou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer, para Pequim, onde podem ocorrer negociações de alto nível.

As chances de Trump e Xi se encontrarem durante a cúpula do Grupo dos 20 no Japão no final de junho "são provavelmente muito altas", disse o principal assessor da Casa Branca.

A cúpula do G20 está agendada para 28 e 29 de junho, em Osaka.

Após aumentar as tarifas punitivas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, Trump ordenou a aplicação de tarifas mais elevadas sobre todas as importações da China - cerca de US$ 300 bilhões -, segundo Lighthizer.

Mas Kudlow insistiu que tais medidas levarão meses para entrar em vigor e ainda há tempo para negociar, embora ele tenha se recusado a "estabelecer um cronograma" para o tempo que Trump estaria disposto a esperar.

"Temos que mudar a relação comercial entre dois países para o benefício dos Estados Unidos e de sua força de trabalho e seus agricultores e pecuaristas. Temos que fazer isso", disse Kudlow. "O relacionamento foi desequilibrado demais".

* AFP

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