O presidente Donald Trump disse nessa terça-feira que seu principal oponente democrata, Joe Biden, tem "QI baixo", com quem disputa o Estado de Iowa, onde os dois organizaram atos de campanha para a eleição presidencial de 2020.

Ao sair da Casa Branca para Iowa, Trump atacou Biden, parlamentar de longa data e ex-vice-presidente de Barack Obama, chamando-o de "débil mental".

Zombando de seu fracasso na última eleição presidencial, Trump chamou Biden de "perdedor" e pareceu alimentar uma teoria compartilhada nos círculos da direita que diz que o ex-vice-presidente tem problemas de saúde.

Minutos depois, em Iowa, Biden descreveu Trump como "uma ameaça existencial para os Estados Unidos".

Segundo o democrata de 76 anos, sua presença no estado do meio oeste no mesmo dia que Trump, de 72, foi uma coincidência.

Mas seu discurso no ato de campanha foi focado em atacar diretamente o presidente.

"Longe de defender os operários e agricultores americanos, como afirma repetidamente, Trump os transformou em peões" da guerra alfandegária com diversos países, especialmente a China e o México.

"Trump pode pensar que Wall Street e os super ricos construíram esse país. Não o fizeram. Foi a classe média que construiu esse país. E os sindicatos construíram a classe média", disse Biden.

Trump, homem de negócios que sempre procurou se autoentitular magnata, tem como base de seu poder eleitoral os trabalhadores que se sentem representados por seu slogan nacionalista "Estados Unidos primeiro".

Em Iowa, o presidente tem agendada uma visita a uma usina de etanol para promover seu apoio ao biocombustível, fornecido por agricultores com grande relevância política nesse Estado, e vai participar mais tarde de um jantar do Partido Republicano.

* AFP

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