O mundo corporativo mudou drasticamente nos últimos anos. A forma de conduzir negociações e de atrair e reter clientes hoje segue premissas muito diferentes das de 20 anos atrás. As empresas que se mantêm competitivas tiveram que acompanhar essas mudanças, independentemente do setor, cientes de que a única forma de se atualizar é garantindo que seus executivos e colaboradores estejam por dentro das transformações do mercado.

A mudança mais lógica é a da inclusão de tecnologias digitais no meio corporativo. Os executivos de hoje tiveram que "digitalizar" as ideias que ainda não eram pensadas nesse formato. Lidar com o acesso facilitado à informação, o que culminou na mudança de comportamento do consumidor, também foi outro desafio. Foi, com o verbo no passado mesmo, porque esse é um fato inegável que hoje é entendido por empresas modernas.

O mindset do executivo do futuro

Ao mesmo tempo em que produzimos e consumimos informações em ritmo acelerado, é preciso pensar nas habilidades que o futuro vai exigir. A inovação abre espaço para novos produtos e formas de fazer negócios, mas também passa a ditar os atributos necessários para acompanhar essas transformações no futuro.

Isso significa que as empresas precisam se antecipar e buscar desenvolver as competências necessárias que vão capacitá-las para o futuro. No entanto, mais do que uma preocupação das empresas, esse é um assunto que deve estar sempre presente na pauta dos executivos que querem ser competitivos.

Por mais arriscado que seja tentar prever as tendências do futuro, é preciso pensar em como moldar o presente para que andemos na direção certa, sempre buscando melhorar. Ousamos, aqui, destacar algumas das competências que o executivo precisa ter em mente para se desenvolver.

Habilidades humanas

Automação é uma das palavras-chave do mundo moderno. A cada dia um novo software surge para substituir alguma tarefa antes executada por uma pessoa. Mas por mais que a tecnologia avance, a parte humana do trabalho dificilmente pode ser substituída por máquinas, e isso abre espaço para que as pessoas se especializem cada vez mais em tarefas que exigem raciocínio lógico, habilidades interpessoais e sensoriais. Nossa capacidade de perceber o mundo é intransferível e qualquer habilidade em torno dessa ideia vale o investimento.

Conhecimento e manuseio de dados

Nunca antes tivemos tantas informações disponíveis em tantos meios. A internet é uma fonte de dados ilimitada e há inúmeros recursos que permitem encontrá-los quando necessário. No entanto, há ainda uma dificuldade visível em como manusear, organizar e transformar dados em informações úteis. A habilidade de trabalhar com dados "crus" e transformar aquilo em informação relevante será, com certeza, muito valorizada.

Colaboração virtual

Uma das vantagens do mundo virtual é a facilidade de trabalhar sem necessariamente estar no espaço físico da empresa. Com home office ganhando força e mais trabalhadores e empresas optando por essa modalidade, um dos desafios de executivos, líderes e gestores do futuro vai ser manter os colaboradores "virtuais" engajados, motivados. O uso de tecnologias e o apoio de técnicas de gamificação serão essenciais, mas líderes terão que ser criativos e conhecer muito bem seus liderados para que essa missão seja bem-sucedida.

Trabalho independente

Autonomia no trabalho é algo que muitos executivos desejam. No futuro, no entanto, trabalhar bem sem o acompanhamento direto e constante de um gestor é algo que vai ser cada vez mais valorizado, contanto que o colaborador consiga manter-se motivado e pró-ativo sem supervisão constante. A tendência é que sistemas online de gestão de tarefas aliviem o trabalho de supervisão dos gestores, e isso significa que os executivos terão que saber trabalhar dessa forma.