A competição que dá a volta ao mundo conta com sete barcos participantes, com bandeiras de várias partes do mundo. As equipes mistas são compostas por atletas experientes que já competiram previamente, mas também por velejadores de primeira viagem. Apesar de origens e idades diferentes, todos eles têm em comum o amor pela vela e a coragem de enfrentar os oceanos. Veja a seguir quem são os audaciosos velejadores que formam cada uma das equipes da Volvo Ocean Race:

Brian Carlin/Volvo Ocean Race

Equipe Brunel

Poucos entendem tão bem o que significa vencer a Volvo Ocean Race quanto o capitão da equipe Brunel. Para o holandês Bouwe Bekking, vencer a Volvo Ocean Race virou uma obsessão. O velejador mais experiente da competição participou pela primeira vez da regata na edição de 1985-1986. Hoje, aos 54 anos, ele tenta vencer pela oitava vez e, ao que tudo indica, as chances de conquistar o objetivo estão se tornando muito reais. No último dia 3, a equipe Brunel venceu a sétima etapa da corrida, a mais difícil, no trecho que liga Auckland, na Nova Zelândia, à Itajaí, no Brasil.

A vitória só foi possível porque o capitão Bekking está muito bem acompanhado de uma equipe com sede de vitória. O time é composto por velejadores experientes, que já ganharam algumas das competições de vela mais importantes do planeta e foi escolhido a dedo pelo capitão. Dele fazem parte 17 membros da Holanda, Reino Unido, Argentina, Itália, Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e França. Quatro são mulheres.

Eloi Stichelbaut/Dongfeng Race Team

Equipe Donfeng

Liderada pelo francês Charles Caudrelier, a equipe do barco de bandeira chinesa foi a grande surpresa da edição 2014-15 da regata. Já liderado por Caudrelier, o time que estreava na competição terminou subindo ao pódio em terceiro lugar e, neste ano, busca alcançar a posição mais alta. Ele foi o segundo colocado na etapa sete da competição, que tinha como destino a cidade de Itajaí. O grupo é composto por três mulheres e onze homens de origem francesa, holandesa, chinesa, australiana e suíça.

Sam Greenfield/Volvo Ocean Race

Equipe AkzoNobel

Reforçando a tradição holandesa de participação na competição, a equipe AkzoNobel carrega a bandeira de nacionalidade do seu capitão, Simeon Tienpont, que compete pela terceira vez na Volvo Ocean Race. Ao lado dele, uma equipe de campeões internacionais disputa o título com toda força e vigor. Entre os destaques estão o australiano Chris Nicholson, atleta olímpico com cinco passagens pela Volvo Ocean Race, o holandês vencedor da America's Cup e competidor Olímpico Peter van Niekerk e o jovem destaque da vela, o neozelandês Brad Farrand.

A equipe AkzoNobel é também a única a conter uma brasileira na competição. A medalhista de ouro na Rio 2016 e campeã mundial em 2014, Martine Greal, de 27 anos, compete pela primeira vez na Volvo Ocean Race. Martine é filha do famoso velejador Torben Grael, um dos mais importantes velejadores do Brasil, com diversas medalhas de peso no currículo, além de um ouro e um bronze na Volvo Ocean Race.

Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Equipe Turn the Tide on Plastic

O veleiro que carrega a bandeira das Nações Unidas passa uma mensagem forte de sustentabilidade. A equipe leva o nome da campanha "Clean Seas: Turn the Tide on Plastic", da ONU, que propõe um aumento da consciência mundial sobre a poluição por plástico nos oceanos e, ao longo do caminho, tenta mudar o comportamento das pessoas frente a esse problema.

A equipe mista é formada por velejadores majoritariamente jovens (com menos de 30 anos) também propõe a reflexão sobre outras causas que estão em alta em todas as partes do mundo, como a igualdade de gêneros. O time conta com cinco mulheres e cinco homens a bordo e é capitaneado pela britânica Dee Caffari, de 45 anos.

Jeremie Lecaudey/Volvo Ocean Race

Equipe Vestas 11th Hour Racing

Outra equipe que carrega a bandeira da sustentabilidade pelos mares do mundo é a Vestas 11th Hour Racing. Comandada pelo americano Charlie Enright e tendo como diretor do time o experiente Mark Towill, o grupo promove o programa de conservação da vida marinha da companhia dinamarquesa que empresta seu nome ao veleiro.

A equipe mista conta com três mulheres e nove homens, desde velejadores experientes, com outras edições da VOR no currículo, até novatos. Na perna entre Nova Zelândia e Itajaí, a mais difícil da competição, a equipe teve um problema com a quebra do mastro, o que impossibilitou que continuassem a viagem rumo à Santa Catarina. No momento, a tripulação está ancorada nas Ilhas Falkland, onde tentam reparar o dano e decidir que rumo tomar.

Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Equipe Sun Hung Kai/Scallywag

Uma equipe experiente carrega a bandeira de Hong Kong na competição. Com duas mulheres na tripulação, o Sun Hung Kai/Scallywag é capitaneado pelo australiano David Witt, velejador veterano com uma Volvo Ocean Race de 1997-98 no currículo. Junto dele, alguns atletas conhecidos do capitão compõem um time entrosado e determinado.

No momento, o Sun Hung Kai/Scallywag se encontra parado na costa do Chile. Isso porque durante a travessia entre Nova Zelândia e Brasil, um episódio trágico abalou a tripulação. O velejador John Fischer foi perdido no mar durante uma tempestade e, mesmo após intensas buscas em condições climáticas difíceis, não foi reencontrado. A equipe agora se recupera e deve decidir se continua ou não na competição.

Ugo Fonolla/Volvo Ocean Race

Equipe MAPFRE

O time espanhol está em sua segunda participação na Volvo Ocean Race. O objetivo do grupo e levar pela primeira vez na história o prêmio para a Espanha. O capitão Skipper Xabi Fernández montou uma equipe multifacetada que conta com campeões olímpicos e alguns dos mais reconhecidos velejadores do mundo. Dentre eles, 10 homens e duas mulheres de quatro nacionalidades.

Finalizaram sua última participação na regata em quarto lugar. Chegaram em Itajaí como os quintos colocados e estão mais fortes do que nunca para continuar lutando pelo pódio.