Não é chato quando alguém ocupa seu espaço? Mesmo que seja "só por um minutinho"? 17 de setembro. Dia Municipal da Acessibilidade.

Posted by Prefeitura Sbs on Quinta, 17 de setembro de 2015

Cadeiras de rodas surpreenderam motoristas que tentaram estacionar na região central de São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, nesta quinta-feira. Apesar de não ser inédita, a iniciativa da Prefeitura e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência é nobre e repercutiu nas redes sociais.

Graziela e Carlos Augusto Alperstedt, pais do Henrique, criaram o aplicativo Eu Chego Lá para ajudar pessoas que tem dificuldades de locomoção, como o filho, e escreveu este texto sobre empatia.

Empatia é quando nos colocamos no lugar dos outros e tentamos entender o porquê do seu comportamento. É sentir o que o outro sente. É quando cedemos ao nosso ponto de vista e buscamos entender o ponto de vista de uma outra pessoa.

Foi isso que a Prefeitura de São Bento do Sul fez. Repetindo uma prática já utilizada em outras cidades e, tentando exercitar a empatia, “estacionou” cadeiras de rodas em vagas de carros mostrando que, mesmo “por um minutinho”, o direito das pessoas pode ser transgredido.

Leia mais textos de opinião

Lutamos por uma sociedade mais justa, menos violenta e mais harmônica - mas isso só quando os nossos direitos são invadidos. Como explicamos esse paradoxo: queremos o melhor para os nossos filhos, para as pessoas que amamos, mas por que não conseguimos ver a dificuldade do outro? Respeitar os direitos do outro?


"Lutamos por uma sociedade mais justa, menos violenta e mais harmônica - mas isso só quando os nossos direitos são invadidos"

Em outros países, a transgressão as regras é crime severamente punido. Mas o que ocorre em um país onde, apesar da existência de políticas públicas exemplares, não existe rigor na fiscalização da aplicação das regras? Qual é a solução numa sociedade em que falta muita empatia?
 
Precisamos resgatar nossa capacidade de “empatizar”. Quem sabe, com respeito, todos conseguiremos ser um pouco mais felizes e, mesmo que no longo prazo, possamos usufruir de uma sociedade mais justa, mais igualitária e menos egoísta.

Rafael Martini: "Não há mais um elo que unia a sociedade ao projeto do governo Dilma. A chama apagou"

"Desapego é a chave que te dá a liberdade para novas experimentações"

Marcos Piangers: por que gosto de crianças

 

DIÁRIO CATARINENSE
 Veja também
 
 Comente essa história