Miele em São José: "ele deu risada quando cheguei de mãos abanando sem livro nenhum pra autografar" Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal

Os jornalistas Fábio Bianchini e Marcos Piangers com Miele, em 2003

Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal



Não vou mentir pros amigos fingindo que sou o maior fã de MPB tradicional. Curto e tal, cada vez mais; só não sou o maior fã do mundo. Mas um show com Roberto Menescal e Danilo Caymmi no Theatro Adolfo Mello não é coisa que se esqueça assim fácil. M
esmo assim, só fui lembrar de todos esses detalhes (Caymmi, Menescal, Theatro Adolfo Mello) quando o Felipe Lenhart deu uma vasculhada rápida nos arquivos do DC para me ajudar com esse texto.

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Segundo as matérias que ele recuperou da ocasião (18 de fevereiro de 2003, inauguração da Casa de Cultura da Estácio de Sá no Centro Histórico de São José; dessa última parte eu lembrava), o programa também incluiu lançamento de livros e show da Estácio Rio Orchestra Jazz. "A banda era boa?", me pergunta agora. Bicho, eu nem lembrava que tinha banda. Não me orgulho, mas tudo isso me fugiu. Como tentativa de contemporização, devo dizer que 2003 foi um ano e tanto.

Eu só lembrava mesmo era do Miele. Que cheguei meio sem jeito para falar com a lenda (nessa noite eu não estava a trabalho), mas ele logo me deixou à vontade o suficiente para participar da rodinha que, meio aparvalhada, gargalhava das histórias desfiladas, várias delas clássicas da boemia brasileira.

Que ele deu risada quando cheguei de mãos abanando sem livro nenhum pra autografar e sugeriu que, em vez do autógrafo (até porque eu estava sem papel à mão), esperássemos o movimento acalmar um pouco e fizéssemos uma foto na rua, aproveitando o belo casario.

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Foto: Arquivo pessoal

Consegui uma solo com ele e da outra também participou o Piangers, que não lembro se estava ali também só para curtir ou se estava cobrindo o evento para o seu programa, que não lembro se era o Na Pilha ou já o Patrola. A pose "casual" olhando para fora era uma piada nossa da época que ele topou na maior e acabou enganando até o professor Áureo, que aparece ao fundo também com o pescoço para cima tentando ver o que a gente tanto olhava.

Lembro também que tentei acompanhar no uisque, o que talvez explique o sumiço das demais lembranças. Pode ser. Ou pode ser simplesmente pelo talento do Miele de brilhar forte e não ser ofuscado, sem fazer esforço para isso, não importa em que constelação estivesse; não vou ser eu quem vai tentar descobrir isso agora. Mas até hoje me divirto com essas fotos. E, não, não lembro quem tirou.

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