Quando ficaram sabendo de um julgamento que seria realizado na Rússia, cerca de 6 mil Testemunhas de Jeová de Santa Catarina e diversas pessoas que as conhecem se mobilizaram escrevendo cartas tanto para as autoridades daquele país como para a embaixada da Rússia em Brasília. Essa mobilização não ocorreu só em Santa Catarina, mas em todo o país. Estima-se que mais de 200 mil cartas foram enviadas ao consulado no Brasil. Infelizmente, mesmo com todo esse esforço, as autoridades russas mostraram-se intolerantes quanto à liberdade religiosa. Em 20 de abril, a Suprema Corte de lá decidiu proibir a obra das Testemunhas de Jeová naquele país. Desde então, diversas ações abusivas aconteceram contra os membros pacíficos desse grupo religioso.

Por exemplo, na noite de 25 de maio, cerca de 15 policiais fortemente armados, incluindo o FSB (Serviço de Segurança Federal), invadiram uma reunião das Testemunhas de Jeová na cidade de Oryol (também conhecida como Orel). A polícia apreendeu documentos de identidade de todos na assistência, tomaram posse de seus aparelhos eletrônicos e exigiram que eles mostrassem declarações escritas. 

Aí a polícia fez uma busca nos lares das Testemunhas de Jeová em Oryol. O FSB também prendeu Dennis Christensen, um cidadão dinamarquês. Depois de passar a noite detido, a Corte Distrital Soviética de Oryol aprovou a decisão do FSB e ordenou a prisão temporária de Christensen até a FSB apurar a investigação criminal. 

Caso seja considerado culpado, Christensen corre o risco de receber uma injusta e longa pena de detenção.

¿Assim como qualquer grupo religioso, as Testemunhas de Jeová precisam ter liberdade de reunião e associação sem nenhuma interferência, como garantem a Constituição da Federação Russa, os compromissos internacionais assumidos pela Rússia e os padrões de direitos humanos internacionais¿, disse o porta-voz do Serviço Europeu para Ação Externa comentando a decisão da Suprema Corte.

*Nilson José Francisco é do serviço de notícias para as Testemunhas de Jeová em Florianópolis


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