Na semana que passou, o mundo acompanhou a transferência de Neymar do Barcelona para o PSG, clube que talvez aqueles que não acompanham o esporte bretão sequer conheçam. Muito se tem especulado quanto ao montante real da negociação. Valor pago para o Barcelona, comissões, salários, luvas, premiações e tributos por cinco anos de contrato podem alcançar 1,7 bilhão de euros. Estima-se, pois estes contratos normalmente têm cláusulas de confidencialidade.

Diante destes valores e de toda a cobertura em diversos meios de comunicação, muitas pessoas passaram a se familiarizar com expressões dos meio futebolísticos: Cláusula de Rescisão, Luvas, Fair-Play, dentre outros. Resultado dessa exposição é que o assunto passa a fazer parte do cotidiano das pessoas e faz com que algumas critiquem não só os valores pagos a título de multa, mas também o valor que o atleta vai receber. Comum ouvir comentários nas redes sociais que ele não merece todo esse dinheiro, que muitos cientistas, médicos e engenheiros não têm essa valorização.

O que as pessoas não percebem é que Neymar não é só um jogador, é uma multinacional! Quando se fala de multinacional, o leitor pode imaginar que Neymar tenha uma empresa para receber seus rendimentos. De fato a tem, talvez algumas. Mas quando falamos de Neymar como uma multinacional, tem-se em mente uma ¿grande empresa¿ que gera dividendo, emprega dezenas, centenas de pessoas diretamente e milhares indiretamente.

Uma operação como esta mexe com mercados em todo mundo: o Catar, de onde vem a maior parte dos recursos, os EUA, terra da marca de material esportivo, países como a China, onde se fabrica o material esportivo, sem falar nos mercados onde o jogador tem fãs e o clube, torcedores. Estima-se que o Santos receba mais de R$ 35 milhões em razão desta operação.

Diante da negociação, estamos diante não de um jogador e seu novo clube, mas sim de uma das empresas mais bem sucedidas de nosso país. 

Allez, Neymar!

*Luciano Ramos de Fávere é advogado em Florianópolis

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