Ninguém completa um século impunemente. Se, de um lado, marcas, rugas e perdas fazem parte do caminho, de outro, também é verdade que o tempo ensina e testa o valor das coisas. A analogia do centenário remete à trajetória do caderno Nós, que chega a esta edição de número 100 repensado, transformado, mas ainda inquieto e vibrante.

Como os centenários que dão vida à reportagem desta edição especial, encartada no Diário Catarinense deste fim de semana, acumulamos histórias. Nascemos para provocar, questionar, debater – desde a primeira edição, em outubro de 2015, que instigava Santa Catarina a assumir uma posição de direita; às coberturas pré e pós-impeachment, entre panelaços contra Dilma Rousseff ou gritos de “Fora Temer”.

Ajudamos a interpretar, analisar, descrever o que aconteceu no Estado em um período de eventos tão turbulentos. Assumimos a agilidade como uma batalha. Desdobramo-nos para mergulhar em profundidade em fatos que chamaram a atenção durante a semana. Valeu correr contra o relógio para contar melhor a história de um padre suspeito de abusar de meninos no Norte do Estado ou para revelar quem era o motociclista assaltado depois de morto no Túnel Antonieta de Barros, em Florianópolis.

Questionamos a violência em atos de protesto, as agressões domésticas contra a mulher no campo, o ritmo de trabalho nas indústrias da carne, o uso da cota dos nossos parlamentares em Brasília, a produtividade da economia. Mas também celebramos, nos emocionamos, demos adeus. Nossas matérias foram reconhecidas em premiações. Já acumulam sete méritos regionais e nacionais de jornalismo, como os prêmios MPT, Fenabrave/SC, Acif e Fatma.

É pouco menos de dois anos, mas a velocidade com que tudo ocorreu nos faz refletir que nestes tempos em que as fake news viraram vedete, o jornalismo de qualidade precisa cada vez mais de iniciativas como o caderno Nós. E nós, cidadãos, precisamos cada vez mais de bom jornalismo. Um compromisso que renovamos com Santa Catarina. Uma missão que reafirmamos de forma totalmente alinhada ao propósito da NSC Comunicação: produzir conteúdo que gere valor para a sociedade catarinense.


 Veja também
 
 Comente essa história