Para chamar a atenção sobre o câncer de intestino, a Sociedade Catarinense de Coloproctologia (SCCP) realiza a campanha Setembro Verde, com atividades educativas neste período. Esse câncer é um dos mais comuns entre os brasileiros, com 33 mil novos casos entre 2016 e 2017, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer colorretal é a segunda doença mais frequente nas mulheres, atrás do câncer de mama. É a terceira doença mais presente entre os homens após o câncer de próstata e pulmão. Além da predisposição genética, este câncer tem relação com o estilo de vida, acometendo na maioria das vezes pacientes que consomem muita carne vermelha e processada, comem poucas frutas, legumes e verduras, são obesos e sedentários, consomem álcool e fumam.

A idade também é um fator de risco. É recomendável pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia que pessoas com mais de 50 anos procurem um proctologista para uma consulta preventiva, quando será estipulado um calendário preventivo de acordo com a condição do paciente. Quando há histórico familiar, a indicação é que o especialista seja procurado ao completar 40 anos de idade.

O câncer de colo e reto geralmente não apresenta sintomas na fase inicial. Em estágios avançados, pode ser identificada a perda de sangue nas fezes, dor abdominal, alteração do ritmo intestinal, emagrecimento, náuseas, vômitos e anemia não explicados por outras causas.

Geralmente, o câncer de intestino é precedido de um pólipo, pequena verruga na mucosa do intestino que leva tempo para se desenvolver e por isso a importância da prevenção: é possível diagnosticá-lo antes que se torne maligno.

Se você tem algum destes sintomas ou mais de 50 anos, procure um proctologista. Deixe de lado o preconceito e lembre-se que a medicina está a cada dia mais aliada do paciente na prevenção de doenças. Os exames dessa especialidade estão cada vez menos invasivos e desconfortáveis e mostram-se mais eficientes para os resultados. Cuide da sua saúde!

*Juliana Stradiotto Steckert é proctologista

 Veja também
 
 Comente essa história