A menos de 70 dias do fim de 2017, as estatísticas confirmam um ano de violência crescente em Santa Catarina. Mais triste ainda é ver que são poucas as implementações, projetos e planos para reverter o problema na sua origem, que são as carências em melhorias de vida nas comunidades reféns do crime organizado.

O poder público, os órgãos fiscalizadores e a sociedade em si custam a enxergar e tornar prático que o combate à criminalidade exige ações de todos nós. Um exemplo está na educação que garanta um futuro melhor a adolescentes e jovens longe do recrutamento e das mazelas das facções criminosas, infelizmente ainda tão presentes.

Grande parte dos homicídios em Florianópolis, Joinville e Blumenau decorre do tráfico de drogas e brigas entre criminosos. Muitos deles saem das comunidades pouco favorecidas economicamente e viram mão de obra das quadrilhas poque não tiveram oportunidades ou exemplos perto de casa.

Mais policiais, tecnologias, investigações, prisões. Sim, mas as cidades também precisam de fortalecimentos de programas comunitários, de esporte, lazer, música, dança, meio-ambiente, entre outros. Em Florianópolis, por exemplo, por quê não reativar e transformar os terminais de ônibus abandonados em palcos de projetos sociais? Por quê não desenvolver missões de reurbanização e ocupação permanente nos bairros em que há conflitos ao invés de levar apenas batidas policiais?

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