Depois de descomplicar as regras de acesso aos recursos do PIS-Pasep e reduzir a idade mínima para os saques, meu governo anunciou a liberação de cerca de R$ 16 bilhões do fundo que estará no bolso de milhões de brasileiros até o fim do ano. É injeção direta de recursos na economia, mais consumo e mais emprego. Também com o objetivo de reforçar a atividade e melhorar a vida dos brasileiros, reduzimos pela segunda vez no ano os juros que podem ser cobrados pelos bancos no crédito consignado.

As duas medidas associadas buscam melhorar o desempenho da economia. São iniciativas semelhantes àquelas já tomadas por nós no primeiro semestre, com efeitos muito positivos e que ajudaram a melhorar os números do PIB – o que nos retirou da maior recessão da história. Liberamos R$ 44 bilhões depositados em contas inativas do FGTS de 25,9 milhões de brasileiros. Já havíamos feito a primeira redução nos juros do consignado em nove anos.

Nos últimos meses, indicadores econômicos melhoraram sistematicamente, marcando o fim da recessão e a volta do crescimento sustentado. Ainda ontem, dados da FGV mostraram que o Índice de Confiança Empresarial atingiu o maior patamar desde dezembro de 2014, na terceira alta seguida do indicador. Na sexta-feira, o IBGE anunciou o recuo na taxa de desemprego pelo quarto mês. Nos primeiros três meses deste ano, o PIB cresceu 1% após oito trimestres de queda. No segundo trimestre, a economia teve nova alta, e de forma mais generalizada por setores.

Temos a convicção de que esses avanços se intensificarão ao longo dos próximos meses e também em 2018. Nossa taxa de juros está no menor patamar em quatro anos e a inflação é a mais baixa desde a implantação do Real. Os investimentos estrangeiros no Brasil seguem firmes, como mostraram os excelentes resultados dos leilões de usinas hidrelétricas e de blocos de petróleo realizados por meu governo na última semana. Após ter dado um salto nos últimos 16 meses, o Brasil ainda tem muito o que avançar, mas as perspectivas são mais do que favoráveis. Nosso país está de volta ao caminho do desenvolvimento.

*Michel Temer é presidente da República

 Veja também
 
 Comente essa história