O investimento num imóvel, seja para locação por um período determinado ou mesmo compra, exige cautela antes de fechar o negócio. É que a base de avaliação, neste momento, não deve apenas levar em conta a melhor oferta ou localização. Há muitos outros fatores que interferem na escolha do imóvel ideal, que irá atender ao perfil do investidor e suas necessidades tanto nos projetos residenciais quanto nos comerciais. 

Um minucioso briefing é o começo de tudo. E vale lembrar que a consultoria de um corretor de imóveis e advogado é fundamental para o sucesso da aquisição. Tenho observado que muitas escolhas erradas são consequência da falta de planejamento e insegurança do cliente em relação ao que ele realmente deseja. Para ter uma decisão mais assertiva com os pés no chão, algumas dicas podem ajudar.

A primeira é o planejamento financeiro, saber o quanto se tem e pode gastar, sem comprometer a renda mensal. Também entender que tipo de imóvel se encaixa ao perfil do cliente, mapear as necessidades dos espaços físicos, número de cômodos, layout que favoreça a iluminação e ventilação naturais, ou mesmo possibilidade de reformas. A localização deve beneficiar a rotina da família e ficar próxima à rede de serviços essenciais como farmácias, supermercados, hospitais. 

No caso de condomínios, observar as vagas de garagem, se são coletivas ou individuais. Assim como o estacionamento rotativo para visitantes. Atenção, ainda, para a fachada e as áreas comuns dos prédios, que precisam estar em perfeito estado e manutenção. Esses são grandes detalhes que desvalorizam o investimento, prejudicando inclusive a venda ou locação futura. E vale lembrar sempre que uma boa arquitetura sobrevive ao tempo. 

Passada todas as etapas de análise, o último conselho é equilibrar a emoção com a razão. O consumidor precisa sentir que ali é o lugar perfeito para morar ou trabalhar, porém, sem esquecer que adquirir um imóvel não é uma compra qualquer.

*Cris Passing é arquiteta

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