Nas últimas homenagens ao reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier Olivo, houve várias manifestações de reconhecimento à sua obra como jornalista, jurista, professor, gestor público e ser humano.

Houve também manifestações de pesar, comoção e solidariedade pela perda de uma pessoa que sempre contou com a admiração e com o respeito não apenas da comunidade universitária, mas de toda a sociedade catarinense.

E houve, ainda, manifestações em tom de crítica e de indignação endereçadas principalmente às instituições envolvidas na Operação Ouvidos Moucos, que apura denúncias de suposto desvio de parte dos recursos destinados para o ensino a distância e que resultou na prisão temporária do reitor em função da suspeita de que ele poderia estar obstruindo as investigações.

Em momentos como este, é habitual que em meio a manifestações genuínas também surjam manifestações não tão legítimas. E que estes diferentes tipos de posicionamento acabem alimentando trocas de acusações e responsabilizações, principalmente no território do vale-tudo das redes sociais.

É importante que a sociedade tenha cautela, separe o joio do trigo e não se deixe confundir por posicionamentos precipitados, que podem levar a uma sensação de que tudo está errado.

Mas é fundamental também que, a partir destas manifestações, as instituições façam o dever de casa, avaliem profundamente se cometeram equívocos ou excessos nesta ou em outras operações desta natureza e busquem eventuais correções de seu verdadeiro papel republicano.

É desta forma, sem guerrilhas virtuais e com bom senso, que se criará um ambiente propício à reflexão e ao debate que mire unicamente o bem comum e o avanço da sociedade. De forma conciliadora, como teria feito Luiz Carlos Cancellier Olivo.

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