É inegável que o rigor sanitário do Estado, promovido em boa parte pela Cidasc, trouxe conquistas importantes para o nosso desenvolvimento econômico. SC é a única unidade da Federação livre de febre aftosa sem vacinação, por exemplo. Ao mesmo tempo, é preciso olhar para os pequenos produtores, atores fundamentais no desenvolvimento do interior, além da agroindústria. 

Com o projeto de lei estadual n° 470.5/2017, os pequenos produtores também vão precisar seguir normas sanitárias, é claro, mas com exigências mais adequadas aos seus tamanhos. Produtores de queijo de leite cru, aliás, precisam ter um rigor ainda maior quanto à saúde dos animais que criam, já que não fazem a pasteurização, processo que elimina quase todos os patógenos. 

Se tudo for feito com cuidado, não há razão para que se inviabilize a produção desses alimentos, que fazem parte da nossa cultura e da nossa história.

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